Morreu António Chainho, um dos mais reconhecidos mestres da guitarra portuguesa e figura incontornável da música nacional. A sua morte representa uma perda profunda para a cultura portuguesa, deixando o país mais pobre num dos instrumentos que melhor traduz a sua identidade sonora.
Natural do concelho de Santiago do Cacém, António Chainho construiu uma carreira singular, marcada pela capacidade de levar a guitarra portuguesa além do fado, explorando novas linguagens musicais e cruzando fronteiras entre géneros. Ao longo de décadas, colaborou com músicos de diferentes áreas, do jazz à música popular, sempre com um profundo respeito pelas raízes tradicionais do instrumento.
Reconhecido pela técnica apurada, sensibilidade musical e espírito inovador, Chainho foi também um incansável divulgador da guitarra portuguesa em Portugal e no estrangeiro. Subiu a palcos internacionais e participou em inúmeros projetos que contribuíram para a valorização do património musical português.
Para além do músico, colegas e admiradores recordam o homem afável, generoso e profundamente ligado à terra e às pessoas. A sua obra permanece viva em gravações, concertos memoráveis e na influência deixada em várias gerações de guitarristas.